Portugal precisa de governantes sérios, responsáveis, e de um Novo Sistema Político em que nos seja reconhecido o direito democrático de ELEGER e PODER DEMITIR, quem não cumpre as obrigações exigidas no desempenho do serviço público.

Pretende-se uma nova orgânica do Estado em que os cidadãos se sintam verdadeiramente representados, o SISTEMA DE JUSTIÇA seja INDEPENDENTE do PODER POLÍTICO e a comunicação social se possa livremente expressar.

Estes são os principais objectivos que levaram à constituição desta Plataforma, que visa unicamente servir de porta voz às exigências profundas do Povo Português e aqui representadas pelos Partidos e Movimentos subscritores destes princípios.

PORQUÊ UMA PLATAFORMA CÍVICA

Mais de 30 anos de sucessivos governos, "democraticamente" eleitos e "legalmente" assumidos, e o País não se desenvolveu e vê passarem-lhe à frente outros povos e outras sociedades bem menos estruturadas e desenvolvidas. Fomos, através do tempo, assistindo ao desenho e feitura de um modelo político em circuito fechado, para o qual foram entrando quase todos aqueles que encheram a boca com democracia e liberdade, e que rapidamente se esqueceram dos princípios ideológicos que de forma tão veemente asseguravam ser o seu objectivo e o seu ideário. De tão assertivos perante o Povo, até fizeram uma Constituição que apontava o caminho para o socialismo, onde aquele ideal de igualdade, distribuição equitativa de riqueza, acesso ao ensino de qualidade, uma informação livre de tutelas e censuras, enfim uma sociedade mais justa e equitativa, era o objectivo a atingir.

Hoje o País não passa de um retoque a cores, de uma fotografia a preto e branco tirada há 35 anos. Talvez até mais grave, pois nessa altura estávamos, no fundo, à espera de emergir e agora estamos submersos e não vemos como sair.

Hoje temos um fosso alargado de desigualdades sociais, a Justiça está condicionada e vergonhosamente controlada, o País atinge um endividamento externo inadmissível e o tecido empresarial está seriamente comprometido. Aquilo que fizeram ao País foi uma autêntica desgraça que ainda não foi bem assimilada por grande parte da população. Há muita gente que ainda não percebeu, que vão ser eles a pagar as decisões irresponsáveis, que ao longo do tempo vêm sendo tomadas.

Perguntamos:
Será possível que não haja consciência disto ? Ninguém se apercebe ? É tempo de sermos claros e interventivos na denúncia e no apelo, a todos os que conscientemente já assumiram a necessidade de alguma coisa se fazer pelo País. É preciso que se entenda que o Governo não faz dinheiro. Tira-o do nosso bolso. Quando já não temos, não se importa. Vai lá fora pedir e diz que depois iremos pagar. É assim.

E pergunta também o Bom Povo:
Não nos deviam consultar sobre as dívidas que nos vão criando? É evidente que sim, se se tratasse de gente séria e que estivesse de facto a cumprir um serviço público. Quando se trata de governantes, em que muitos deles mais não são que foragidos à justiça, apenas se preocupam em salvar a pele através do folclore que produzem. Nem que para isso façam política suja à custa do povo que os elegeu.
Essa política é aquela que anuncia o que não pode cumprir e faz contratos à custa das próximas gerações. Há um termo apropriado para esta gente: Ignóbeis. Quando lá fora perceberem que se calhar já estamos a dever muito, não emprestam mais. Aí talvez comecemos a perceber que os carapaus já não chegam, a fruta é cada vez menos, os electrodomésticos ficam pela hora da morte etc... Um aborrecimento muito grande.
Mas o nosso bom povo pode dizer e com razão: Compramos cá dentro!!! O que mais temos são barcos de pesca e campos agrícolas. Os nossos governantes nunca se descuidariam com as necessidades básicas de sobrevivência do País!! Pois é, se calhar aquilo que produzimos nem sequer chega para 30% da população. Os nossos governantes descuidaram-se. Sabemos que é difícil de entender, mas nem sempre se podem lembrar de tudo. Até porque têm de tratar da vida deles. São os offshores, as lojas de marca - já agora a mais cara do mundo para esse grande 1º Ministro de Portugal -, as empresas do regime, dos partidos, dos amigos, os Institutos, os Reguladores, as Fundações, os Acessores, etc, etc, etc... É muita coisa para tão pouca gente. O País é lá fora. É um mundo que eles mal conhecem e que pouco lhes interessa. É contra este descalabro nacional que teremos de nos erguer.Para isso foi constituída a,

PLATAFORMA INTERVENÇÃO CÍVICA
,

À qual se estão a associar Entidades de relevo no nosso País, assim como diversos partidos e movimentos políticos. Esta iniciativa, irá ser a resposta necessária, para recuperarmos a dignidade perdida e possibilitar o nascimento de um novo ciclo, com gente séria e responsável.

PRINCIPAIS FUNÇÕES E OBJECTIVOS

Reivindicar as alterações necessárias ao Sistema Político, junto do poder saído das próximas eleições. Isso passará pela apresentação de um documento expondo a forma como pretendemos que o Sistema Político possa evoluir.

A existência desta Plataforma, permitirá aos movimentos e partidos integrantes, poderem prolongar a sua exposição mediática para lá do período eleitoral, garantindo-lhes a permanência na arena política. Isto é muito importante para a afirmação dos chamados pequenos partidos. Como sabemos, após as eleições, acabam por passar mais 4 anos com muito pouca capacidade de afirmação.
Esta possibilidade, parece-nos de extrema importância e só por si justifica o seu desenvolvimento.

REALIZAÇÕES

A manifestação agendada para dia 12 de Setembro, às 15 horas, frente à Assembleia da República, com o objectivo de contestar a acção deste governo e lutar pela alteração do Sistema Político actual que não serve os cidadãos, foi suspensa pelo facto de estarem agendadas outras manifestações, para dias próximos, o que resultaria num evidente conflito mediático.

ESTRATÉGIA

Está elaborado um plano, que se cumprido, irá garantir o sucesso desta iniciativa.
Foi tida em conta a escassez de recursos financeiros.
No entanto, aproveitando os conhecimentos e mais valias de alguns dos promotores desta iniciativa, poderemos conseguir resultados que poderão surpreender.
Entendemos não ser aconselhável expo-la neste espaço aberto.

PLANO DE ACTIVIDADES

Dada a escassez de tempo, foi nomeada uma comissão operacional provisória de forma a garantirmos em tempo, o cumprimento dos objectivos.

Para isso, nomeámos uma personalidade Independente e Activa, para coordenar esta comissão, a Professora Manuela Magno.
A restante Comissão é constituída por Inês Lourenço - Movimento Elevar Portugal, Ricardo Salta - Movimento Inconformista, Carlos Luís (FE - Associação Força Emergente).

UM PAÍS a CONSTRUIR, UMA PLATAFORMA a ENCHER


O estado da Nação é catastrófico. Todos os indicadores económicos, que vão sendo conhecidos, demonstram situações como esta; As receitas do Turismo, de outros serviços, de transferências ( incluindo remessas de imigrantes ), não chegam sequer para pagar os juros da dívida externa.
A Balança de Transacções Externas é já altamente deficitária. Pagamos muito mais do que aquilo que recebemos.
Isto significa que o País vai em velocidade acelerada para o total incumprimento das obrigações assumidas. Somos um País individado, sem rumo e sem futuro.
Só a irresponsabilidade deste governo e a falta de discernimento da oposição permitiram isto.
Hoje somos um corpo amorfo. Adormecido. Cansado. Quase morto. Pouco reactivo. Assustado. Inerte. Indeciso. Receoso. Desconfiado.
A grande massa humana que configura e conflui entre fronteiras, anda ausente e órfã de ideais. Somos um corpo á deriva. Fomos um pasto fértil e variado. A colheita já foi feita.

Então que País teremos de construir ?
A história e o impulso vital que nos leva à sobrevivência, irão fazer emergir aqueles que passam pela vida com o sentido maior que só o Universo pode conter. Para esses a Pátria é mais que o lugar de abrigo, ou o pasto seleccionado à medida de algumas bocas.
É acima de tudo, a responsabilidade de contribuir para que os valores integrantes do compromisso humano, se façam de acordo com os parâmetros essenciais da justiça, do equilíbrio de valores, da ética, da responsabilidade social, do respeito pelas leis da natureza e na consciencialização de que já hoje, teremos de preservar o amanhã.
A sociedade que nos está a ser deixada, é o reflexo da ganância descontrolada de alguns, da falta de sentido de justiça de outros e acima de tudo da nossa incapacidade enquanto Povo de sabermos ver e ponderar o que até hoje foi sendo feito. Estivémos ausentes durante demasiado tempo.
Todos certamente podemos concluir que não era este o País que ambicionávamos.
Todos de certeza iremos comprovar, o futuro negro que rapidamente se aproxima e que irá trazer à evidência a natureza perversa desta gente que há tantos anos anda a enganar os Portugueses.
Este País está a chegar ao fim. O Novo terá de contar com gentes descomprometidas do Sistema, a quem caberá a responsabilidade maior de corrigir o Estado da Nação e Ousar novas políticas.
O primeiro passo terá de ser pela recuperação da dignidade perdida.
O segundo, será pelo esclarecimento exacto da situação catastrófica em que se encontra o País, na exigência de responsabilidades a quem de forma fraudulenta usou as funções de Estado, e na devolução dos direitos de cidadania que são a base e a sustentação dos Regimes ditos Democráticos.
Não mais poderemos ser enganados. O Voto que nos pedem para Eleger, terá de ser o mesmo que depois servirá para Demitir. Este simples princípio fará toda a diferença na construção de um novo País.
Para esse esforço maior, a Plataforma de Intervenção Cívica, poderá vir a ter uma importância decisiva.
Aqui se começam a agregar alguns dos melhores da nossa sociedade. Aqui se concentram ideias e ideais diversos, que comungam dos mesmos princípios de base. Aqui irá despontar a esperança pela qual muitos Portugueses anseiam e que pela primeira vez em muitos anos está ao nosso alcance.
Para isso muito irá contribuir a determinação e a lucidez de uma das grandes mulheres Portuguesas, que mais uma vez se apresenta ao País e que poderá contribuir de forma decisiva para a concretização dos objectivos expressos por esta Plataforma. Não foi por acaso que essa tarefa foi atribuída à Professora Manuela Magno.
É bom que o País comece a fixar este nome.